CURITIBA - VERÃO/OUTONO 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

professoramariateconomica [licensed for non-commercial use only] / FrontPage

professoramariateconomica [licensed for non-commercial use only] / FrontPage
Quando entramos numa disputa é para ganhar! Então, vamos em frente...e viva as eleições - vinte mil votos é bastante sim, mas para Deus nada é impossível! 
Ctba, 18/jun/10

sábado, 5 de junho de 2010

"PLANEJAMENTO DA EDUCAÇÃO - BEHAVIORISMO"

Máquinas para fazer o aluno estudar
      A Educação foi uma das preocupações centrais de Skinner, à qual ele se dedicou com seus estudos sobre a aprendizagem e a linguagem. No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista desenvolveu o que chamou de máquinas de aprendizagem – a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos à medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseava na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos. A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo sistemático, mas influenciou procedimentos da educação norte-americana. Skinner considerava o sistema escolar um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar. "Para Skinner, o ensino deve ser planejado para levar o aluno a emitir comportamentos progressivamente próximos do objetivo final, sem que para isso precise cometer erros", diz Maria de Lourdes Zanotto. "A idéia é que a máquina de aprendizado se ocupe das questões factuais e deixe ao professor a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar."
Para pensar
Ainda que Skinner considerasse importante levar em conta as diferenças entre os alunos de um mesmo professor, o behaviorismo se baseia fundamentalmente na previsibilidade das reações aos estímulos e reforços. Seus objetivos educacionais buscam resultados definidos antecipadamente, para que seja possível, diante de uma criança ou adolescente, projetar a modelagem de um adulto. Você considera importante, como professor, saber de antemão exatamente o que deseja de seus alunos? É possível planejar o aprendizado em detalhes?
Sem livre-arbítrio
Segundo Skinner, a ciência psicológica – e também o senso comum – costumava, antes do aparecimento do behaviorismo, apelar para explicações baseadas nos estados subjetivos por causa da dificuldade de verificar as relações de condicionamento operante – ou seja, todas as circunstâncias que produzem e mantêm a maioria dos comportamentos dos seres humanos. Isso porque elas formam cadeias muito complexas, que desafiam as tentativas de análise se elas não forem baseadas em métodos rigorosos de isolamento de variáveis.
    Nos usos que projetou para suas conclusões científicas – em especial na educação –, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em princípio, contrário a punições e esquemas repressivos. Ele escreveu um romance, Walden II, que projeta uma sociedade considerada por ele ideal, em que um amplo planejamento global, incumbido de aplicar os princípios do reforço e do condicionamento, garantiria uma ordem harmônica, pacífica e igualitária. Num de seus livros mais conhecidos, Além da Liberdade e da Dignidade, ele rejeitou noções como a do livre-arbítrio e defendeu que todo comportamento é determinado pelo ambiente, embora a relação do indivíduo com o meio seja de interação, e não passiva. Para Skinner, a cultura humana deveria rever conceitos como os que ele enuncia no título da obra.
Condicionamento operante
O conceito-chave do pensamento de Skinner é o de condicionamento operante, que ele acrescentou à noção de reflexo condicionado, formulada pelo cientista russo Ivan Pavlov. Os dois conceitos estão essencialmente ligados à fisiologia do organismo, seja animal ou humano. O reflexo condicionado é uma reação a um estímulo casual. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um indivíduo até ele ficar condicionado a associar a necessidade à ação. É o caso do rato faminto que, numa experiência, percebe que o acionar de uma alavanca levará ao recebimento de comida. Ele tenderá a repetir o movimento cada vez que quiser saciar sua fome.
     A diferença entre o reflexo condicionado e o condicionamento operante é que o primeiro é uma resposta a um estímulo puramente externo; e o segundo, o hábito gerado por uma ação do indivíduo. No comportamento respondente (de Pavlov), a um estímulo segue-se uma resposta. No comportamento operante (de Skinner), o ambiente é modificado e produz conseqüências que agem de novo sobre ele, alterando a probabilidade de ocorrência futura semelhante.
Condicionamento
     O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento – um processo que Skinner chamou de modelagem. O instrumento fundamental de modelagem é o reforço – a conseqüência de uma ação quando ela é percebida por aquele que a pratica. Para o behaviorismo em geral, o reforço pode ser positivo (uma recompensa) ou negativo (ação que evita uma conseqüência indesejada). Skinner considerava reforço apenas as contingências de estímulo. "No condicionamento operante, um mecanismo é fortalecido no sentido de tornar uma resposta mais provável, ou melhor, mais freqüente", escreveu o cientista.
B. F. Skinner - O cientista do comportamento e do aprendizado
Para o psicólogo behaviorista norteamericano, a educação deve ser planejada passo a passo, de modo a obter os resultados desejados na "modelagem" do aluno
    Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950.
    O behaviorismo restringe seu estudo ao comportamento (behavior, em inglês), tomado como um conjunto de reações dos organismos aos estímulos externos. Seu princípio é que só é possível teorizar e agir sobre o que é cientificamente observável. Com isso, ficam descartados conceitos e categorias centrais para outras correntes teóricas, como consciência, vontade, inteligência, emoção e memória – os estados mentais ou subjetivos.
    Os adeptos do behaviorismo costumam se interessar pelo processo de aprendizado como um agente de mudança do comportamento. "Skinner revela em várias passagens a confiança no planejamento da educação, com base em uma ciência do comportamento humano, como possibilidade de evolução da cultura", diz Maria de Lourdes Bara Zanotto, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Fonte: Diversas – Google.
Ctba, 05/jun/10
Prof.ª Mª M. prybicz





sexta-feira, 4 de junho de 2010

"Em Busca do Tempo Perdido"

Inclusão Digital: Em Busca do Tempo Perdido

- TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação), renda e educação. Decorrido mais de um ano, parece que o governo nas três esferas e, mais especificamente, o governo federal, responsável por estabelecer um planejamento a ser seguido pelos governos e demais atores da sociedade, ainda não percebeu que esses elementos aos quais denominei de pilares são essenciais para promover a inclusão digital.
“O governo federal deve promover a inclusão digital, pois a falta de acesso às tecnologias digitais acaba por excluir socialmente o cidadão, em especial a juventude”.
    Note que não há coordenação de atividades entre os ministérios e que o mero acesso às tecnologias digitais não é suficiente para incluir os excluídos digitais. Responda-me leitor: de que vale dispor de um computador se você não tem renda para pagar uma assinatura básica de telefone que permitirá o acesso a Internet? Agora, se você têm renda, ainda assim torna-se necessário um outro elemento que é a educação, pois de nada vale dispor de renda e equipamentos e não saber como ou até mesmo porque utilizar e acessar as tecnologias digitais ou TIC’s. Note que há diferentes possibilidades de inclusão digital se levarmos em conta o pilar ‘educação’. Neste caso, pode-se considerar: inclusão dos que carecem e dos que possuem instrução. Há ainda que se considerar os diferentes níveis de escolaridade. No estudo publicado pela Fundação Getúlio Vargas em Abril de 2003, denominado de Mapa da Exclusão Digital, mostra-se que aproximadamente 35% da população com 8 a 12 anos de estudo possuem computador e acesso a Internet enquanto esse percentual cai até quase 6% para aqueles que têm apenas de 1 a 4 anos de estudo.
“Promover a inclusão digital como alavanca para o desenvolvimento social auto-sustentável e promoção de cidadania. Este é o principal objetivo estabelecido pelo Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC), um programa de inclusão digital destinado as camadas C, D e E da sociedade. Disponibiliza um conjunto de serviços avançados de inclusão digital, com acesso à Internet em banda larga, a amplos setores da sociedade, excluídos do acesso e dos serviços vinculados à rede mundial de computadores.”
    O trecho acima, veiculado pelo Ministério das Comunicações, foi retirado do artigo intitulado Inclusão Digital para fazer Inclusão Social. Mais uma vez, percebe-se que falta uma ação orquestrada por parte do governo visando a inclusão digital. A inclusão digital depende da inclusão social, o que contrapõe-se a ação promovida pelo governo como mostra a matéria acima. É possível a inclusão digital auxiliar no processo de inclusão social, mas para que o processo de inclusão digital seja efetivo, é preciso haver inclusão social uma vez que esta depende de dois fatores essenciais que compreendem renda e educação. Estes dois fatores, por sua vez, juntamente com as TIC’s constituem os pilares da inclusão digital. Isto é ilustrado na Figura 1 abaixo.
    É preciso que os formuladores de política pública do governo percebam que a exclusão sócio-econômica desencadeia a exclusão digital ao mesmo tempo que a exclusão digital aprofunda a exclusão sócio-econômica. A inclusão digital deveria ser fruto de uma política pública com destinação orçamentária a fim de que ações promovam a inclusão e equiparação de oportunidades a todos os cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa escolaridade, baixa renda, com limitações físicas e idosos. Uma ação prioritária deveria ser voltada às crianças e jovens, pois constituem a próxima geração. Só que para essa ação traga resultados, torna-se necessário repetir que é preciso uma ação orquestrada, sem qual continuaremos a emplacar índices baixos como o DAI (Digital Access Index) ou Índice de Acesso Digital, elaborado pela ITU (International Telecommunication Union), que mede a possibilidade de acesso dos cidadãos de cada país às TIC’s. O Brasil encontra-se no segundo grupo com índice de 0.50 (66a. posição), conforme estudo coordenado por Michael Minges da ITU e apresentado em http://www.itu.int/newsarchive/press_releases/2003/30.html.
     Esse mesmo estudo aponta que educação e renda são fatores primordiais para o acesso às tecnologias digitais. Trata-se de um estudo publicado em Novembro de 2003, mas que retrata algo que já havia apresentado quase 6 (seis) meses antes, em Maio de 2003 no artigo Os Três Pilares da da Inclusão Digital.
     Espero que agora com este estudo oriundo de um órgão internacional possa fazer os formuladores de políticas públicas aceitarem e adotarem uma postura de ação orquestrada para inclusão digital, considerando seus três pilares: TIC’s, renda e educação, que compreendem os elementos discutidos por mim há mais de um ano. Assim, o Brasil, ou melhor dizendo seus gestores nas três esferas, precisa correr atrás do tempo perdido para promover a inclusão digital.
Autor: SILVA FILHO, Antonio Mendes - Professor do DIN/UEM. Doutor em Ciência da Computação - Texto publicado em 2003
Ctba, 03/jun/10.
Prof.ª Mª. M. Prybicz

quinta-feira, 3 de junho de 2010

http://mariaprybicz.blogspot.com/2010/06/economia-e-financas.html